Câncer / Atitudes contra o câncer

Publicado em 06/02/2014

Revisado em 09/03/2017

O que são práticas integrativas?

integrativas

Práticas integrativas recebem este nome porque se referem à integração de diversas formas de tratamentos – convencionais ou não – e porque apontam para a integralidade do ser, para a noção de que somos um todo e que precisamos ser cuidados como tal. Considera-se que o ato de curar a doença pode ser humanizado com o ato de cuidar do paciente da forma mais global possível. Meditação, ioga, Reiki, massoterapia, relaxamento, dietas naturais e musicoterapia são alguns exemplos de uma abordagem que está presente hoje, com diferentes nomes, em grandes centros de saúde internacionais e nacionais. Entretanto, como tudo o que é novo, há diferentes visões sobre o tema. Há um misto de paixão, resistência, entusiasmo, curiosidade e infinitas questões em aberto.

A presença da abordagem integrativa no mundo

Pesquisas feitas nos Estados Unidos, em 2002, com mais de 30 mil pessoas, indicaram que 36% delas tinham usado ao menos um tipo de práticas integrativas e complementares no ano anterior. Quando se considerou o tratamento com doses altas de vitaminas e oração, especificamente por motivo de saúde, esse número subiu para 62%.

Um estudo feito em 1998 reuniu informações publicadas sobre essas práticas em oncologia. Ao todo, 26 publicações em 13 países industrializados da Europa, Ásia, Austrália, América do Sul e América do Norte demonstram que as práticas integrativas e complementares são usadas por 25% a 50% da população em geral.

Por que pessoas com câncer escolhem essas abordagens?

Somente uma minoria dos pacientes opta por adotar as práticas integrativas e complementares como tentativa de curar a doença. Não há conclusões definitivas, mas as pesquisas indicam que as razões mais comuns que levam as pessoas a procurar abordagens integrativas são:

  • Lidar com efeitos colaterais dos tratamentos;
  • Buscar o próprio conforto e alívio das preocupações e do estresse do tratamento;
  • A sensação do paciente de estar fazendo algo a mais para ajudar em sua própria cura;
  • Tentar tratar ou curar o câncer;
  • Adotar uma filosofia de saúde holística ou uma experiência transformadora que mude a visão de mundo, e por querer ter mais controle sobre a própria saúde.