Câncer / Fatores de Risco

Publicado em 03/09/2013

Revisado em 06/08/2015

Genes

A maioria dos tumores malignos é fruto da proliferação desenfreada de uma única célula que acumulou sucessivas mutações nos genes que controlam a divisão celular. Esses genes pertencem a três categorias:

Oncogenes

Mutações nos genes encarregados de disparar o processo de divisão das células podem levar à multiplicação desenfreada característica do câncer. Tais mutações não precisam ocorrer nos dois genes que formam o par, basta que um deles se altere para que o mecanismo seja ativado.

Genes supressores

Para que os genes que suprimem a divisão celular funcionem adequadamente, basta que um deles seja normal. Apenas quando a mutação atinge os dois genes do par é que eles se tornam inoperantes.

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Essas mutações podem ser hereditárias ou adquiridas. A necessidade de que a mutação atinja os dois genes explica a concentração de determinados tipos de câncer em algumas famílias, como é o caso de pelo menos 5% dos cânceres de mama.

Uma menina que herda uma cópia defeituosa do gene supressor poderá desenvolver mamas normais à custa da outra cópia. Se aos 40 anos, por acaso, a cópia normal também sofrer mutação, a capacidade de frear a multiplicação celular ficará comprometida, e o risco de a paciente desenvolver câncer aumentará muito.

Genes de reparação do DNA

A integridade do DNA é tão essencial à preservação do organismo que as células contam com genes encarregados de produzir proteínas capazes de reconhecer, corrigir e eliminar as mutações genéticas que colocam em risco o controle da multiplicação celular. Quando esses genes sofrem mutações, podem tornar-se inativados e permitir que as mutações se acumulem.