Câncer / Notícias

Fernanda d'Avila

Publicado em 20/08/2018

Revisado em 20/08/2018

Especialistas acreditam na humanização do cuidado com o uso da tecnologia na Saúde

tecnologia futurista

O crescente uso das tecnologia nos processos da Saúde, com maior acesso a dados sobre doenças, tratamentos e informações dos pacientes, foi tema do Saúde Summit Saúde Brasil 2018, na última sexta-feira (17/08), com a participação do oncologista Fernando Maluf, fundador do Instituto Vencer o Câncer.

Os especialistas debateram sobre as novidades em gestão e tecnologia, em áreas como sustentabilidade do sistema privado, novos medicamentos, custo dos tratamentos, judicialização e regulamentações na era da saúde digital.

No painel “Blockchain, inteligência artificial, machine learning e big data aplicadas à saúde”, Patricia Ellen, especialista em inovação digital; Robson Miguel, diretor de Digital Services da Siemens Healthineers no Brasil; Mariana Perroni, médica intensivista e coordenadora do setor de tecnologia para transformação da Saúde e da Medicina da IBM; Guilherme Rabello, gerente Comercial e de Inteligência de Mercado do InovaInCor e Fernando Maluf discutiram como as mais modernas tecnologias estão sendo utilizadas na área e como elas vão mudar o modelo de cuidado ao paciente.

Todos admitem que o grande desafio ainda é entender como as informações podem auxiliar no atendimento mais eficiente. “Pacientes oncológicos, por exemplo, geram um terabyte de dados por dia”, segundo Mariana Perroni.

Para o oncologista Fernando Maluf, os dados precisar ser úteis para capitalizar a prevenção, o diagnóstico precoce e melhorara o tratamento de doenças. “A avaliação correta das estatísticas, aliada aos avanços da genética, por exemplo, vão ajudar o médico na tomada de decisões. A medicina personalizada já é realidade e a tecnologia, com suas plataformas, vai apontar especificações das doenças e indicar qual o melhor tratamento para cada paciente”, ressalta o médico.

Maluf também acredita que o uso da tecnologia tornará a prática da Medicina mais humana. “Todos esses mecanismos têm como objetivo ser um suporte para o profissional de Saúde, nunca vão substituí-lo. Esse suporte permite que os médicos promovam um melhor cuidado, com maior rapidez na avaliação dos casos e nas escolhas por tratamentos. O tempo poupado será usado para uma interação mais adequada com o paciente, o que certamente fará uma grande diferença no atendimento e no prognóstico”, destaca o oncologista.