Câncer / Tratamento

Redação VOC

Publicado em 05/09/2014

Revisado em 19/01/2017

Imunoterapia

A transformação maligna modifica as células a tal ponto que o sistema imunológico do organismo consegue, em geral, reconhecê-las como estranhas e disparar uma resposta imunológica contra elas.

A finalidade da imunoterapia é fazer com que o sistema imune do paciente reconheça o tumor e o elimine. O tumor, entretanto, tem vários mecanismos que fazem com que a célula maligna não seja reconhecida pelo sistema imune (como uma camuflagem) ou produz substâncias que suprimem o sistema imune.

Vários tratamentos foram desenvolvidos com o objetivo de estimular a resposta imunológica contra as células malignas. Hoje, há poucas drogas aprovadas em oncologia com essa finalidade, e elas incluem o alfainterferona, a interleucina-2 (ambas usadas no tratamento do melanoma e câncer de rim), o BCG (bacilo de Calmette-Guérin) para injeção dentro de bexiga (no tratamento do câncer inicial de bexiga), e o ipilimumabe (no tratamento do melanoma).

Há várias vacinas em desenvolvimento, mas são todas experimentais e baseadas na administração de preparados com determinados componentes dessas células ou com fragmentos de seu DNA (imunoterapia ativa).

Outras intervenções se baseiam na administração de anticorpos ou de células imunologicamente competentes, especificamente preparadas para destruir células tumorais.