/ Nutrição

Paula Andregheto

Publicado em 31/07/2017

Revisado em 31/07/2017

Alimentos que contribuem para boa digestão e redução de náuseas

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Alguns tipos de alimentos exigem menos esforço do sistema digestivo.

Os medicamentos administrados durante a quimioterapia causam diversos efeitos colaterais aos pacientes, náuseas, vômitos e diarreias estão entre os principais. É sabido, no entanto, que uma alimentação com alimentos leves e de fácil digestão pode contribuir muito para reduzir os sintomas associados ao tratamento.

Mas por que certos alimentos ajudam a minimizar os desconfortos? A redução dos sintomas está associada a características específicas, como a presença de água ou de componentes que ajudam a regular o trato intestinal. Por outro lado, um alimento gorduroso exige grande esforço metabólico para a quebra das moléculas, não sendo recomendado para pacientes em tratamento.

Como as características variam conforme o alimento, vale a pena conhecer um pouco de cada grupo e, com o auxílio do médico, planejar uma boa dieta. Por exemplo, o gengibre tem ação anti-inflamatória e contribui para diminuir a secreção de ácidos gástricos, evitando gastrites, enquanto verduras contêm nutrientes que ajudam a desintoxicar o sistema digestivo.

A banana possui frutano, componente que regulariza o trânsito intestinal, e a ameixa tem ácidos orgânicos que ajudam na digestão. Já o abacaxi e o mamão contêm enzimas que aceleram o processo digestivo, principalmente de proteínas.

Outras opções, como peixes, algas e legumes têm nutrientes que ajudam a combater os radicais livres e as toxinas dos medicamentos, amenizando os sintomas de indigestão. Além disso, contêm aminoácidos que ajudam a estimular o paladar, o que é importante quando o paciente passa a comer pouco devido aos sintomas.

Alimentos que possuem água devem ser incluídos no cardápio, já que, além de serem facilmente digeridos, evitam prisão de ventre e ajudam a repor líquidos. Entre os principais estão maçã, pepino, melancia, batatas, ovos, cenoura e tomate.

Por fim, é recomendável atentar não apenas aos alimentos, mas também para a forma de comê-los: fazer mais refeições e em porções menores facilita o trabalho de digestão, porque as enzimas e ácidos estomacais entram em contato com uma superfície maior do alimento em menos tempo, aumentando a eficiência do processo digestivo. Esse trabalho fica potencializado, é claro, se esse alimento já chega da boca “quebrado” em partes menores, razão pela qual é importante também alimentar-se com calma, preocupando-se com uma boa deglutição.