Dia a Dia do Paciente / Efeitos Colaterais

Paula Andregheto

Publicado em 16/10/2017

Revisado em 16/10/2017

Fique atento aos sinais de infecção

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O quadro está entre as principais causas de internação de pacientes com câncer.

Infecções são relativamente comuns entre pacientes que estão em tratamento contra o câncer. Estima-se que aproximadamente 30% das causas de internação ocorrem devido a esse quadro, segundo levantamento feito pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (Icesp) em 2015.

Elas acontecem porque a quimioterapia e a radioterapia podem comprometer a produção de glóbulos brancos, células responsáveis pela defesa do organismo. Como resultado, tem-se um ambiente propício para a proliferação de micro-organismos como vírus, fungos e bactérias, que irão causar os quadros infecciosos e debilitar o organismo.

A condição é especialmente grave para pacientes com câncer – que já estão com o organismo fragilizado – pelo risco de ocorrer sepse, ou seja, o comprometimento de funções importantes dos órgãos. Uma vez instalado o quadro, elevam-se significativamente os índices de mortalidade: de 400 mil pessoas que desenvolvem sepse no ano, 55% vão a óbito (dados do Icesp). As causas são infecções não resolvidas e demora para procurar ajuda médica.

Por isso, é fundamental que os pacientes atentem para os sinais, evitando que complicações dessa natureza ocorram e prejudiquem o tratamento. E quais são eles? Basicamente, febre acima de 37,8 °C, calafrios, dores de ouvido, garganta ou seios da face, tosse persistente (com ou sem secreção), congestão nasal com secreção amarelada ou esverdeada, ardência ao urinar, inchaço e vermelhidão em qualquer parte do corpo, fraqueza, tonturas, queda de pressão arterial e diarreias.

Contudo, é importante ressaltar que o paciente não precisa necessariamente apresentar todos esses sintomas para estar com alguma infecção. Qualquer anormalidade que fuja dos sintomas esperados deve, portanto, ser informada ao médico responsável pelo tratamento do paciente. Só o profissional será capaz de adotar as medidas necessárias para reduzir os sintomas e aumentar a produção de glóbulos brancos pelo organismo.

O paciente pode, ainda, seguir orientações que reduzam os riscos de quadros de infecção, como lavar as mãos com água e sabão, especialmente antes de manipular alimentos, evitar aglomerações, não compartilhar objetos pessoais (como talheres, pratos e copos), não manipular lixo ou dejetos de animais domésticos, tomar bastante líquido, estabelecer uma dieta saudável e evitar frutas ou verduras cruas.