Dia a Dia do Paciente / Atividade Física

Juliana Conte

Publicado em 30/12/2015

Revisado em 08/03/2017

3 metas para 2016 para quem está enfrentando o câncer (ou não)

O ano está terminando, e com ele aquele monte de objetivos que você deixou para trás, seja por falta de tempo, dinheiro ou até por dificuldade em mudar de comportamento. Por isso, elaboramos uma pequena lista para te ajudar a ter um 2016 mais saudável e que pode ajudar na prevenção do câncer. Mudar hábitos não é fácil e requer bastante esforço, mas vale a pena. E atenção: se você já é paciente oncológico, essas dicas também se encaixam. Veja:

1. Largar o cigarro de uma vez por todas

Talvez a grande maioria já saiba que fumar é responsável por cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão. Mas por que, mesmo sabendo disso, as pessoas continuam fumando? Na verdade, só informação não basta, pois é uma questão de escolha e esforço. Mas é importante reforçar: o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo.

Veja mais: Resoluções de ano novo para uma vida após o câncer

Se você pensa “ah, já fumei por mais de 20 anos, que diferença faz agora?”. Toda. Por exemplo, em 3 meses o risco de infarto declina e a função pulmonar começa a melhorar. Em 9 meses, a tosse e a falta de ar diminuem. Com 10 anos sem fumar o risco de câncer de pulmão cai para cerca de metade do de alguém que nunca fumou. O mesmo ocorre com outros tipos de câncer como de boca, garganta, esôfago, bexiga, rim e pâncreas.

Além disso, pense que você não é o único prejudicado pelo tabaco. Para se ter uma ideia, crianças cronicamente expostas apresentam maior incidência de infecções do ouvido médio, aumento da frequência de tosse, de doenças respiratórias como pneumonia e bronquite, além do desenvolvimento ou agravamento de asma. Em adultos, o fumo passivo aumenta em 30% o risco de câncer de pulmão e em 24% o risco de infarto.

Para muitas pessoas, parar de fumar é tarefa quase que impossível. Se for seu caso, saiba que o nosso parceiro Instituto Oncoguia possui um projeto bem bacana para ajudar nessa missão. Clique aqui para saber mais.

2. Fazer algum tipo de atividade física

Sim, a atividade física está praticamente em todas as listas do gênero. Considere começar a praticar alguma coisa o quanto antes, porque exercícios atuam como fator preventivo e de tratamento para diversas doenças, fato que não é diferente quando se fala do oncológico. Na prevenção, os benefícios estão relacionados ao controle de fatores que favorecem o desenvolvimento de câncer, uma vez que 25% dos diagnósticos são causados pelo sobrepeso, obesidade e sedentarismo. Para quem está em tratamento e não possui nenhuma comorbidade, os exercícios também são indicados. Basta conversar com seu médico e ver o que melhor se enquadra em seu perfil.

Dica: na academia experimente o Cross Training, uma combinação do treinamento aeróbico e força. Em vez de correr na esteira ininterruptamente por 30, 40 minutos, considere correr por apenas 15 minutos e, em seguida, realize exercícios de força na sala de musculação antes de voltar novamente para a esteira. Mas se você não gosta de academia, opte por outro tipo de modalidade, como o pilates, que aumenta a resistência e garante força muscular.

3. Alimentar-se melhor

Algumas mudanças nos nossos hábitos alimentares podem ajudar a reduzir os riscos de desenvolvermos câncer. A adoção de uma alimentação saudável contribui não só para a prevenção do câncer, mas também de doenças cardíacas, obesidade e outras enfermidades crônicas como diabetes.

Frutas, verduras, legumes e cereais integrais contêm nutrientes, tais como vitaminas, fibras e outros compostos, que auxiliam as defesas naturais do corpo a destruírem os carcinógenos antes que eles causem sérios danos às células. Esses tipos de alimentos também podem bloquear ou reverter os estágios iniciais do processo de carcinogênese e, portanto, devem ser consumidos diariamente.

E lembre-se: cerca de 30% dos cânceres estão relacionados à dieta.