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Luana Viana

Publicado em 28/08/2017

Revisado em 28/08/2017

Feridas que demoram para cicatrizar podem evoluir para câncer de língua

lingua

Tumor é mais comum em fumantes e em pessoas que consomem bebidas alcoólicas com frequência.

O câncer de língua não é dos tumores mais comuns, mas representa cerca de 40% dos cânceres de boca, que se manifestam principalmente em fumantes e pessoas que fazem uso de bebidas alcoólicas com mais frequência. Os homens representam a maior fatia de pessoas acometidas pela doença. Como grande parte dos cânceres, quando diagnóstico precocemente, a chance de cura aumenta muito.

Geralmente, o câncer de língua evolui a partir de ulcerações, aftas e feridas que demoram mais de 2 semanas para cicatrizar. Muitas vezes, esses pequenos ferimentos ou manchas brancas e vermelhas podem ser dolorosas e bastante incômodas, atrapalhando inclusive atividades cotidianas, como mastigar, engolir e falar.

Junto com as feridas, outro sinal que indica o câncer de língua é o mau hálito. O odor é intenso e o paciente pode notar um gosto particular em sua boca, muito similar ao da amigdalite. O autoexame é recomendado se qualquer desses sintomas for detectado. Com a ajuda de uma lanterna, deve-se procurar por manchas e pontos anormais na língua e garganta. Ao percebê-las, é necessário procurar um médico para receber o diagnóstico e cuidados adequados.

De modo geral, dois métodos podem ser empregados para o tratamento: cirurgia e radioterapia. Apenas o médico pode definir qual técnica será utilizada levando em conta a localização do tumor e as alterações funcionais que possam ser provocadas. Mas seja qual for o método indicado, quando iniciado rapidamente a chance de cura é grande: cerca de 80% dos pacientes que detectam a doença em fases iniciais têm recuperação completa.