Câncer / Notícias

Paula Andregheto

Publicado em 06/09/2018

Revisado em 19/09/2018

Exames de rastreamento que devem ser feitos partir dos 60 anos

tomografia exames

Para a maioria dos cânceres, identificar precocemente aumenta muito a chance de um tratamento bem-sucedido.

A terceira idade apresenta uma taxa alta de incidência de variados tipos de câncer. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), um a cada quatro homens entre os 60 e 79 anos têm ou vão desenvolver alguma variedade da doença. Para as mulheres, o percentual é ainda maior, de uma a cada três. Por isso, os médicos recomendam a realização de check-ups periódicos a partir dos 60 anos ou até antes, especialmente para detectar precocemente o surgimento de neoplasias. As estatísticas mostram que a detecção precoce é fundamental para a redução dos índices de mortalidade na maioria dos tipos de câncer.

Alguns tipos de câncer comuns em pessoas acima de 60 anos permitem um rastreamento bem definido: o de mama, o de colo uterino e o colorretal. Para o primeiro caso, embora os tumores de mama se mostrem geralmente menos agressivos em mulheres na maturidade, o Ministério da Saúde recomenda que a frequência seja de um exame a cada dois anos a partir dos 50 anos. Muito especialistas, porém, defendem a realização anual a partir dos 40, e ainda antes em casos particulares que dependem da análise do risco da paciente.

Já o exame recomendado para a detecção do câncer de colo uterino é o teste de colpocitologia oncótica, também chamado de Papanicolaou. Ele deve ser realizado por mulheres com vida sexual ativa, na faixa etária dos 25 aos 64 anos, anualmente nos dois primeiros anos e depois a cada três anos em caso de resultados negativos para a ocorrência de um tumor.

Por fim, para o tumor colorretal, é indicada colonoscopia a partir dos 50 anos. Caso se encontrem pólipos, o exame deve ser realizado novamente no ano seguinte. Se o exame não encontrar nenhuma anormalidade, pode ser repetido somente após cinco a dez anos, dependendo da avaliação médica.

Muitos indivíduos também se beneficiam do rastreio de câncer de pulmão. Sabe-se que o tabagismo está fortemente relacionado ao surgimento desse tipo de tumor, razão pela qual os fumantes (ainda que passivos) com idade igual ou superior a 50 anos são pertencentes ao grupo de risco e, portanto, os mais indicados para se submeterem ao rastreamento. Pessoas que não fumam, mas já foram fumantes, podem fazer uma continha que serve como referência para verificar se estão no grupo que deve fazer o exame. Deve-se multiplicar o número de maços fumados por dia pelo número de anos de duração do uso, o que irá fornecer um número medido em “anos-maço”. Se o número for 20 ou mais, a pessoa tem indicação de fazer anualmente o exame de rastreamento, que é a Tomografia Computadorizada de Tórax com baixa dose de radiação (TBCD). Em caso de detecção de nódulos, a frequência poderá ser menor para acompanhar a evolução dos mesmos.