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Juliana Conte

Publicado em 24/06/2016

Revisado em 06/03/2017

População brasileira está mais informada sobre melanoma

O panorama da doença está um pouco melhor que há alguns anos. Segundo o dr. Francisco Belfort, do Grupo Brasileiro de Melanoma e que esteve no IV Simpósio Internacional, realizado em 24/06 em em São Paulo, a população já tem mais consciência dos riscos de se expor ao sol sem proteção adequada, e que uma pinta nem sempre é inofensiva. Ainda assim, a questão do diagnóstico rápido e eficiente ainda é um grande desafio para os oncologistas.

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“Um melanoma detectado no início e bem diagnosticado tem chance de cura de mais de 70%. O grande diferencial desse tipo de câncer de pele é que o diagnóstico é fácil, a olho nu. No evento nós discutimos algumas técnicas de tratamento caras e muitas vezes inacessíveis para a maioria dos brasileiros, mas se tivermos uma prevenção bem feita, de conscientização da população para qualquer característica anormal na pele, não chega a 20% a necessidade desses tipos de terapia. E quanto mais cedo for essa descoberta, menor é o risco de ele se tornar metastático”, afirma Belfort.

É importante deixar registrado que, apesar de ser um tipo de câncer de pele agressivo, o melanoma não possui necessariamente relação direta com o sol, pois há casos em que a doença se manifesta em partes cobertas, como na virilha, por exemplo. “A grosso modo, só tem melanoma quem teve um erro genético. A exposição solar tem efeito cumulativo e penetra profundamente na pele. Então, o sol entraria como um gatilho para essas pessoas, pois há um aumento de chance de transformação celular, como se fosse um verdadeiro adubo num terreno pré-disposto”.

Um dos efeitos do excesso de sol é o aparecimento das pintas. Felizmente, a maioria não deve ser motivo de preocupação, mas é preciso ficar atento a algumas características que indicam risco, como crescimento de um dia para o outro, e assimetria. Veja neste infográfico como diferenciar uma pinta normal de uma que deve ser investigada.