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Paula Andregheto

Publicado em 10/04/2017

Revisado em 31/03/2017

Cânceres de vagina e de vulva não apresentam sintomas em fases iniciais

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Mulheres devem procurar o médico caso apresentem sintomas como dor durante a relação sexual, sangramento, coceira e dificuldade para urinar.

Mais raros que os cânceres de útero e de ovário, os tumores de vagina e de vulva correspondem a 7% dos tumores ginecológicos. O controle e tratamento costuma ser mais fácil, especialmente quando a doença é localizada e não se disseminou para outras partes. Porém, tanto o câncer de vagina como o de vulva são de difícil diagnóstico, uma vez que não apresentam sintomas característicos em fases iniciais.

O câncer de vagina pode ser uma doença primária ou secundária – a partir da disseminação de tumores localizados em outras regiões do corpo. Seu desenvolvimento é lento – levam-se anos entre o início e a primeira manifestação clínica. As causas são variadas, mas acredita-se que a infecção por HPV esteja entre as principais delas, além de fatores como histórico de lesões pré-cancerígenas, antecedentes de cânceres de colo de útero, múltiplos parceiros sexuais, início da atividade sexual precocemente, mulheres imunossuprimidas, tabagistas e com mais de 60 anos.

Em fases mais avançadas, o câncer de vagina pode apresentar sintomas como sangramento após a relação sexual, dor pélvica ou na vagina, dificuldade ao urinar, constipação e corrimentos anormais. Porém, ter esses sintomas não necessariamente indicam a ocorrência de tumores na região, mas alertam para uma possível anormalidade no organismo. Só o médico poderá solicitar os exames pertinentes para confirmar o diagnóstico – como o Papanicolau, a colposcopia e uma biopsia da região.

Já o câncer de vulva, que também costuma levar anos para se desenvolver, é raro e acomete principalmente mulheres com idade entre 65 e 70 anos. Os fatores de risco ainda são desconhecidos, mas acredita-se que a infecção pelo HPV seja o principal. Outras causas podem estar relacionadas a ocorrência da doença, como mulheres imunossuprimidas, histórico de lesões vulvares pré-cancerigenas, lesões de pele envolvendo a vulva, pacientes que tiveram câncer na cervical, tabagismo e idade avançada.

Esse tipo de tumor não costuma apresentar sintomas marcantes, o que dificulta o diagnóstico precoce. Porém, as mulheres devem procurar orientação médica em caso de coceira ou sensação de queimação na vulva, sangramento não relacionado a menstruação, alterações na cor da pele dos grandes lábios, alterações na superfície da pele da vulva, nódulos, dor pélvica, dor ao urinar ou desconforto durante a relação sexual. O médico deverá solicitar exames como radiografia do tórax, tomografia computadorizada, ressonância magnética, colposcopia e biopsia da região.