Tipos de câncer / Câncer de mama



Câncer de mama | O que é?

Os seios têm uma ligação forte com a feminilidade e a maternidade. Quando o câncer de mama é diagnosticado, é como se uma bomba caísse no colo das mulheres, especialmente porque, além da preocupação comum a outros tipos de tumores, surge a insegurança em relação à vaidade e à sexualidade. Infelizmente, esse tipo de carcinoma é um dos mais comuns em todo o mundo. No Brasil, é o mais frequente entre as mulheres: mais de 50 mil casos novos a cada ano. Existem casos em homens, mas a frequência é bem menor, cerca de 50 a 100 vezes menor que a observada em mulheres.

ANATOMIA

A arquitetura da mama foi programada para a amamentação. O leite é produzido pelas células que revestem os lóbulos, estruturas arredondadas que desembocam nos ductos mamários e levam o leite até o bico do seio, também chamado de papila mamária. A pele mais pigmentada que circunda a papila é a aréola.

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Anatomia da mama.

HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA

Em cerca de 60% a 70% dos casos, as células do câncer de mama dependem do hormônio feminino estrógeno para crescer. Embora imprevisível, a evolução da doença costuma primeiro comprometer os linfonodos próximos da mama e, mais tardiamente, os tecidos distantes. Os órgãos pelos quais as células malignas têm predileção costumam ser ossos, pleura, pulmões, fígado ou linfonodos situados à distância na cavidade abdominal, tórax, pele e cérebro. Teoricamente, entretanto, qualquer estrutura pode ser invadida.

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Célula cancerosa com receptor de estrógeno dentro do núcleo e citoplasma. Note que o estrógeno circulante entra na célula, liga-se ao receptor que está dentro do núcleo, interage com o DNA da célula e estimula o seu crescimento.

O câncer de mama é um dos tipos mais curáveis da oncologia, e sua chance de cura depende muito do seu estágio.

TIPOS DE CÂNCER DE MAMA

Já se sabe que o câncer de mama não é uma doença única e, sim um conjunto de enfermidades que têm em comum a presença da célula maligna originada na mama. Por essa razão, procuramos fazer uma classificação em grupos, para podermos definir estratégias de tratamento mais adequadas.

Quando as células malignas ficam restritas ao local em que nasceram, os tumores são considerados “in situ”, mas se já invadiram uma camada do tecido denominada membrana basal, migrando para tecidos adjacentes, são chamados de “invasivos”.

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Câncer de mama in situ (A) e câncer de mama invasivo (B). Note que o câncer invasivo rompe a base do ducto, chamada membrana basal, e adentra o tecido ao seu redor, enquanto o câncer in situ não rompe a membrana.

Para detalhar mais, classificamos também de acordo com o tipo de célula maligna e as características das estruturas mamárias em que elas se originaram.

Essa classificação é muito importante, porque alguns tipos são mais agressivos que outros, recidivam com mais facilidade e estão associados a menores taxas de cura.

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  • Carcinoma ductal invasivo: é o mais comum, correspondendo a 85% dos casos;
  • Carcinoma lobular clássico: responsável por 10% dos episódios;
  • Tipos mais raros: tumores pertencentes a esses subtipos geralmente são menos agressivos do que os carcinomas ductais e lobulares e estão associados a índices de cura mais elevados, bem como a uma menor incidência de metástases. Tubular, Coloide ou Mucinoso, Adenoide Cístico, Cribiforme, Papilífero e Medular Típico são alguns dos exemplos desses tipos.