Tipos de câncer / Câncer de ovário



Dr. Fernando Maluf.

Dr. Fernando Maluf

Dr. Fernando Maluf é Doutor em Ciências/Doutorado em Urologia pela FMUSP, membro associado do American Cancer Society e Diretor do Serviço de Oncologia Clínica do Hospital BP Mirante de São Paulo. Foi Chefe do Programa de Residência Médica em Oncologia Clínica e membro integrante do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês. É autor de artigos científicos e de mais de uma dezena livros publicados no Brasil e no exterior, além de Professor Livre Docente pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Câncer de ovário | Recaída

Determinadas características do tumor permitem avaliar sua agressividade e o risco de recidiva da doença depois da cirurgia:

Fatores de risco de recidiva no câncer de ovário estádio I (confinado ao ovário).

Fatores de risco de recidiva no câncer de ovário estádio I (confinado ao ovário).

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Fatores relacionados com a agressividade do câncer de ovário metastático.

  • Grau de invasão 

Os tumores invasivos têm maior risco de recidiva, graças à capacidade de penetrar nos vasos linfáticos e sanguíneos. Nos tumores não invasivos, borderline ou de baixo potencial de malignidade, a probabilidade de cura se aproxima de 95% a 100%.

  • Grau de diferenciação

Essa característica se refere a quanto as células malignas são parecidas com as células normais que lhes deram origem. Quanto mais parecidas (grau 1), melhor o prognóstico; quanto mais diferentes ou indiferenciadas (grau 2 ou 3), pior o prognóstico.

  •  Invasão da cápsula ovariana

Quando o tumor rompe os limites do ovário, além de sua cápsula, haverá maior probabilidade de que células malignas se disseminem através do líquido do interior do abdômen e da pelve, agravando o quadro.

  • Níveis do marcador tumoral CA125

Alguns estudos sugerem que, quanto menor o nível do marcador tumoral CA125 antes da cirurgia, maior a chance de cura definitiva.

  •  Idade

Pacientes mais jovens tendem a apresentar melhores resultados que pacientes acima de 70 anos.

  • Órgãos envolvidos e ascite

Quanto maior o número de órgãos comprometidos, pior o prognóstico. Do mesmo modo, quanto mais líquido existir na cavidade abdominal (ascite), pior.

  • Radicalidade da cirurgia

Quanto maior o número e as dimensões das lesões que não puderam ser retiradas durante o ato cirúrgico, pior o prognóstico. Em geral, considera-se uma cirurgia ótima quando não há mais tumor residual ou quando restaram pequenos implantes de tumor, com diâmetro menor que um centímetro.