Tipos de câncer / Câncer de ovário



Dr. Fernando Maluf.

Dr. Fernando Maluf

Dr. Fernando Maluf é Doutor em Ciências/Doutorado em Urologia pela FMUSP, membro associado do American Cancer Society e Diretor do Serviço de Oncologia Clínica do Hospital BP Mirante de São Paulo. Foi Chefe do Programa de Residência Médica em Oncologia Clínica e membro integrante do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês. É autor de artigos científicos e de mais de uma dezena livros publicados no Brasil e no exterior, além de Professor Livre Docente pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Câncer de ovário | Sintomas

A maioria das mulheres com câncer de ovário não apresenta sintomas até a doença atingir estágio avançado. Isso acontece porque a localização e a mobilidade  das glândulas no interior do abdômen permitem o crescimento de tumores com poucas manifestações clínicas. Ao mesmo tempo, a existência de dois ovários faz com que um compense os hormônios que o outro, doente, deixou de produzir.

Por essas razões, a maioria dos casos só é diagnosticada quando as células malignas já se disseminaram pelo peritônio (membrana da cavidade abdominal que envolve as alças de intestino), fase em que podem surgir os seguintes sintomas:

  • Acúmulo de líquido no peritônio (ascite)

A disseminação maligna que atinge o peritônio dificulta a passagem do líquido que normalmente circula em seu interior. O acúmulo de líquido provoca aumento do volume abdominal.

  • Sensação de peso no baixo ventre, flatulência, má digestão e aumento da frequência das micções.
  • Alterações menstruais e sangramento vaginal.
  • Sintomas gerais

Perda de apetite, cansaço e anemia.

  • Massa palpável na pelve

É o sinal mais característico no exame físico. Quando está associado ao aumento do volume abdominal e a alterações menstruais em mulheres jovens, pode ser confundido com gravidez.

  • Sintomas da doença metastática

A disseminação do câncer de ovário ocorre predominantemente pelo peritônio, estendendo-se para várias partes da cavidade abdominal, como a cápsula que envolve o fígado, a superfície do músculo que separa o abdômen do tórax (diafragma), os tecidos entre as alças intestinais e sua superfície externa, formando pequenos nódulos que às vezes dificultam o trânsito intestinal.

Em fases mais avançadas, a doença pode acometer as membranas que envolvem os pulmões (pleuras), provocando derrame pleural, dor torácica e falta de ar. Metástases em outros órgãos podem ocorrer nessa fase.